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Análise Criativo

04/10/2026 Posts
Análise Criativo

Como anunciar algo que não pode ser visto nem ouvido, mas que destrói a qualidade de vida de quem sofre com isso?

Analisando o caso em vídeo de Tebonin (Schwabe), apresentado pela Havas Health no Prêmios Aspid Latam 2025, encontramos uma aula magistral de estratégia criativa e resolução de problemas.

O desafio era imenso: comunicar a experiência de vertigem e zumbido. Como o vídeo bem observa: "O médico não sente, não ouve, mas o paciente vive com isso". São sintomas invisíveis, difíceis de descrever e, portanto, difíceis de vender.

Estratégia Criativa:

1. A percepção como força motriz da metáfora. Em vez de mostrar a típica pessoa tonta com a mão na têmpora, buscaram uma representação simbólica do "caos interno". A decisão de usar uma cidade destruída para representar a vertigem e o zumbido é genial. Ela traduz uma sensação fisiológica invisível em um cenário visual devastador e facilmente compreensível.

2. IA com um "Propósito Clínico" (Não uma Abordagem da Moda) Este é, para mim, o ponto mais forte do caso. O uso da Inteligência Artificial Generativa (Adobe Firefly) não foi um truque. Eles a usaram com um propósito claro: "Visualizar o invisível". O processo de estímulo (cidade destruída + mulher de referência + caminho sólido) demonstra como a IA acelera a conceitualização. Mas o verdadeiro sucesso foi a mensagem: "IA + intervenção humana = Ofício". A tecnologia gerou o caos, mas o olhar humano (o "ofício") projetou o caminho para a ordem.

3. A Dualidade Visual: Do Caos à Ordem A peça final resolve magistralmente o problema de comunicação. Ela divide a realidade do paciente em duas: 🔹 Esquerda (Caos): A cidade em ruínas, a vertigem, o desespero. Direita (Ordem): A mulher caminhando calmamente em um caminho sólido, cercada por folhas de Ginkgo Biloba (o ingrediente ativo do Tebonin). O produto é visualmente posicionado como a ponte entre o caos e a estabilidade.

4. Resultados que validam a criatividade. A criatividade não foi apenas bela, foi lucrativa. O caso conclui com dados concretos que todo diretor de marketing deseja ver: +4,6 pontos percentuais em participação de mercado. Consolidação como a primeira opção para neurologistas e otorrinolaringologistas. O posicionamento visual foi destacado nos materiais de consulta médica.

3 Lições aprendidas com este caso:

  1. Os melhores briefings nascem da empatia: Compreender a frustração do paciente por não conseguir explicar sua dor foi fundamental.
  2. é um meio, não um fim: Usar a tecnologia para resolver um problema criativo específico (e não apenas para dizer "usamos IA") é a abordagem correta.
  3. Simplifique o complexo: Na área da saúde, onde a ciência é densa, uma metáfora visual poderosa (Caos vs. Ordem) vale mais do que mil palavras técnicas.

https://www.premiosaspid.com/latam/br/archivo/tebonin-del-caos-al-orden-5827m

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